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Projeto Semente visita as Estações de Água e Esgoto da Região Oeste PDF Imprimir E-mail
Escrito por Papa   
Sáb, 10 de Julho de 2010 22:58
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Com o apoio da Sabesp, realizamos os experimentos “Conhecer para Preservar” e “A Ação vem do Espanto”.

 

Conhecer para preservar

 

Acompanhamos na Estação de Tratamento de Água - ETA Alto Cotia, todos os processos físicos e químicos envolvendo a captação, hidrobiologia, bacteriológico e potabilização da água.

 

Na Região Metropolitana de São Paulo, o sistema de abastecimento é integrado. Ao todo, oito complexos são responsáveis pela produção de 65 (m³/s) mil litros de água por segundo para atender 18,6 milhões de pessoas em 33 municípios e outros seis que compram água por atacado.

 

O Manancial

 

O sistema Cotia utiliza dois mananciais: o Alto e o Baixo Cotia. O Alto Cotia tem um sistema de água de excelente qualidade, captada do reservatório Pedro Beicht e protegida pela Reserva Florestal do Morro Grande, com 10 mil hectares de Mata Atlântica.  A área que foi Tombada em 1982 é definida pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como Patrimônio da Humanidade. A reserva funciona como um filtro natural, barrando a entrada de nutrientes nas represas. Ainda assim, ocorrem ações humanas que representam ameaças para a área, como pesca e caça predatória e atividades imobiliárias inadequadas. Com capacidade nominal de 1300 litros por segundo, é responsável pelo abastecimento de 400 mil habitantes de Cotia, Embu, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu e Vargem Grande Paulista.

 

O tratamento consiste primeiramente em reduzir as impurezas prejudiciais e nocivas à saúde. Seu objetivo principal é melhorar a qualidade da água natural sob os aspectos sanitário (remoção de bactérias, protozoários e outros organismos, substancias venenosas, teor excessivo de compostos orgânicos) e estético (seu visual tem que demonstrar ser um líquido puro, saudável, imputrescível e agradável ao paladar).

 

A ação vem do espanto

 

Acompanhamos na Estação de Tratamento de Esgoto - ETE Barueri, todas as etapas do tratamento, que ao final, obtém eficiência de até 90% na remoção da carga orgânica.

 

Na Região Metropolitana de São Paulo, o gerenciamento é realizado pela Sabesp. Ao todo, cinco complexos são responsáveis pelo tratamento de 11 m³/s. Considerada a 5ª maior do mundo e a maior da América Latina, serve a maior parte da cidade de São Paulo, além de Jandira, Itapevi, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Taboão da Serra e partes de Cotia e Embu. Foi construída originalmente para uma vazão média máxima de 63 m3/s. A divisão em fases de expansão da estação exigiu nove módulos, cada um dimensionado para tratar 7,0 m3/s. Em 1985, a3/s e cada módulo teve sua capacidade máxima recalculada. O módulo existente foi então adequado e hoje apresenta capacidade nominal de 9,5 m³/s (vazão média). A estação deverá ser implementada visando atingir a capacidade final de 28,5 m3/s.

 

O Funcionamento

 

Projetada na década de 70, está em operação desde 1988.  Na ETE Barueri, o esgoto é transportado através de um sistema constituído por interceptores, sifões, travessias, emissários, totalizando 73 km de extensão com diâmetros entre 0,60 m e 4,50 m. O interceptor principal é o Tietê Oeste Margem Sul (ITI - 6), instalado a cerca de 30 metros de profundidade.

 

O sistema consiste primeiramente em remover materiais sólidos do esgoto como embalagens plásticas, madeira entre outros. Em seguida é feita a remoção de sólidos em suspensão e finalmente a remoção da matéria orgânica. Essa remoção é uma etapa biológica que consiste em acelerar os mecanismos de degradação que ocorrem naturalmente nos corpos receptores. Nos processos seguintes são gerados subprodutos (lodo) que são tratados e têm disposição final em aterro sanitário, agricultura, construção civil, além da água de reuso e a produção de gás metano.

 

Biossólido - Sabesfértil

 

Essa tecnologia permite a transformação de grande parte do esgoto tratado nas cidades em Biossólido, um rico adubo para plantações agrícolas. O biossólido é produzido a partir do lodo - a parte sólida resultante do processo de tratamento de esgotos. Esse material, rico em microorganismos, passa por diversos tratamentos que garantem a sua higienização e eficácia para ser utilizado como fertilizante. Tal adubo é rico em matéria orgânica e nutrientes, como nitrogênio e fósforo, essenciais para o desenvolvimento das plantas e para obtenção de boa produtividade. O Sabesfértil é utilizado para diversos fins, como, por exemplo, nos plantios de café e banana e por fábricas de papel, fazendo com que as árvores utilizadas como matéria-prima na produção cresçam mais rápido. Com isso, a área utilizada para o plantio pode ser reduzida, obtendo-se a mesma quantidade do produto final. O uso do biossólido não é recomendado em produtos que sejam consumidos crus ou em contato direto com o solo, como batata, cenoura e hortaliças.

 

Fonte: www.sabesp.com.br

Última atualização em Sáb, 06 de Agosto de 2011 19:33
 

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