
Fernando Papa *
Como administrador da ONG Projeto Semente, busco de diversas formas alcançar nossos objetivos sociais a baixo custo e envolvendo parcerias não financeiras. Exemplo disso foi a recente solicitação a Microsoft sobre licenças nos produtos.
Antes de viabilizar a compra, busquei informações sobre possíveis incentivos para entidades sem fins lucrativos. Confesso que me surpreendi ao saber que a empresa possui uma política de doações bem objetiva, que se atendida às exigências, a solicitação é liberada, integrando assim o rol de ONGs aptas no desenvolvimento e fortalecimento de ações e atividades em prol da comunidade.
Wall Diney dizia: “Você pode sonhar, criar e projetar o lugar mais maravilhoso do mundo, mais precisará de pessoas para tornar esse sonho realidade”. No terceiro setor essa sinergia acontece quando empresas estão comprometidas a doar o seu produto, potencializando as organizações não governamentais. Segundo o anuário Análise Gestão Ambiental 2011/2012, 334 ONGs atuam no levantamento que é o mais completo do Brasil.
Mas o que me faz escrever é para alertar sobre as altas taxas bancárias praticadas pelo Banco do Brasil. O Projeto Semente é cliente pessoa jurídica da instituição desde agosto de 2007. Em muitos momentos, desafios financeiros vieram e tivemos que superar. O que não superamos e compreendemos é a política que não distingue organizações sociais das demais empresas.
Visando atenuar gastos desnecessários, solicitei no ano passado o cancelamento do pacote de serviços que custava R$ 21,00/mês. Tempo depois descobri “sozinho” que a taxa de inatividade era de R$ 20,50/mês. Nessa altura o débito já estava em R$ 160,00, valor esse que embarco para Manaus saindo de São Paulo voando Tam sem escala ou conexão.
Em nota, o Banco do Brasil esclareceu que “assuntos relacionados a tarifas de contas bancárias devem ser tratadas diretamente com a agência”.
A resposta mostra inclusive que não existe nenhuma prática estabelecida nesse sentido. Está na hora do Banco do Brasil apoiar as organizações sociais que mantem conta corrente nas suas localidades com a isenção das tarifas bancárias, assim como se faz no Imposto de Renda, no IPVA, no ISS além de diversas imunidades tributárias previstas para entidades que cumprem um papel importantíssimo no desenvolvimento do país, ocupando as lacunas sociais dos governos.
Contudo, vemos um grande apelo de mídia do BB abordando a sustentabilidade. Quem é correntista sabe que é tudo blá, blá, blá...
* Fernando Papa, 25, é diretor da ONG Projeto Semente - www.projetosemente.org.br -
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Fernando Papa * Como administrador da ONG Projeto Semente, busco de diversas formas alcançar nossos objetivos sociais a baixo custo e envolvendo parcerias não financeiras. Exemplo disso foi a recente solicitação a Microsoft sobre licenças nos produtos. Antes de viabilizar a compra, busquei informações sobre possíveis incentivos para entidades sem fins lucrativos. Confesso que me surpreendi ao saber que a empresa possui uma política de doações bem objetiva, que se atendida às exigências, a solicitação é liberada, integrando assim o rol de ONGs aptas no desenvolvimento e fortalecimento de ações e atividades em prol da comunidade. Walt Diney dizia: “Você pode sonhar, criar e projetar o lugar mais maravilhoso do mundo, mais precisará de pessoas para tornar esse sonho realidade”. No terceiro setor essa sinergia acontece quando empresas estão comprometidas a doar o seu produto, potencializando as organizações não governamentais. Segundo o anuário Análise Gestão Ambiental 2011/2012, 334 ONGs atuam no levantamento que é o mais completo do Brasil. Mas o que me faz escrever é para alertar sobre as altas taxas bancárias praticadas pelo Banco do Brasil. O Projeto Semente é cliente pessoa jurídica da instituição desde agosto de 2007. Em muitos momentos, desafios financeiros vieram e tivemos que superar. O que não superamos e compreendemos é a política que não distingue organizações sociais das demais empresas. Visando atenuar gastos desnecessários, solicitei no ano passado o cancelamento do pacote de serviços que custava R$ 21,00/mês. Tempo depois descobri “sozinho” que a taxa de inatividade era de R$ 20,50/mês. Nessa altura o débito já estava em R$ 160,00, valor esse que embarco para Manaus saindo de São Paulo voando Tam sem escala ou conexão. Em nota, o Banco do Brasil esclareceu que “assuntos relacionados a tarifas de contas bancárias devem ser tratadas diretamente com a agência”. A resposta mostra inclusive que não existe nenhuma prática estabelecida nesse sentido. Está na hora do Banco do Brasil apoiar as organizações sociais que mantem conta corrente nas suas localidades com a isenção das tarifas bancárias, assim como se faz no Imposto de Renda, no IPVA, no ISS além de diversas imunidades tributárias previstas para entidades que cumprem um papel importantíssimo no desenvolvimento do país, ocupando as lacunas sociais dos governos. Contudo, vemos um grande apelo de mídia do BB abordando a sustentabilidade. Quem é correntista sabe que é tudo blá, blá, blá... * Fernando Papa, 25, é diretor da ONG Projeto Semente - www.projetosemente.org.br -
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