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| Me engana que eu (não) gosto |
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| Escrito por Papa |
| Qua, 04 de Janeiro de 2012 22:32 |
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Abordei no texto anterior os dados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Destaquei a cidade de Barueri como a campeã em desenvolvimento no Brasil e fiz um paralelo com os municípios de Carapicuíba e Jandira. Hoje a ênfase é com Itapevi.
O IFDM acompanha três áreas de desenvolvimento: Emprego & Renda, Educação e Saúde e utiliza-se exclusivamente de estatísticas públicas oficiais. Itapevi ocupa a posição 71 no Estado com o índice 0,8365 numa escala de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, melhor a localidade. Segmentando os dados, temos um triste exemplo que os semanários regionais não abordaram. Além de preocupante, o resultado indica que se o “método” não for mudado, a cidade vai ficar muito tempo entre as piores de São Paulo.
De todos os municípios do Estado, a classificação em Educação foi 628 onde o último é 645 e pior, recuamos de 0,8107 em 2008 para 0,7858 em 2009. Na tão falada “excelente” Saúde de Itapevi, outra constatação. Somos 396 em “qualidade” com índice 0,8596 e pífio crescimento de 0,0093. Apenas em Emprego & Renda que estamos no cume, ocupando a 14ª posição num... quesito que gera discussão.
É pela Educação que se mede o real desenvolvimento de um povo e da cidade, e do jeito que estamos, além de regredir 0,0249 entre 2009 e 2008, ficamos num grupo com os 5,1% piores do Estado.
A relação entre esses números é simples: só teremos Evolução Continuada onde a Educação for ótima e de qualidade, assim uma grande parcela da população se torna consciente dos seus direitos, deveres e será participativa, orgulhosa de falar que reside em Itapevi.
Para mudar esse cenário basta o Executivo traçar metas, como numa empresa. Neste caso as metas são: 1 - aumentar a taxa de matrículas na educação infantil; 2 - reduzir a taxa de abandono; 3 - acompanhar a taxa de distorção idade-série; 4 - aumentar o percentual de docentes com ensino superior; 5 - equacionar a média de horas/aula; 6 - estimular os alunos a levarem a sério o IDEB.
Hoje o panorama da Educação em Itapevi é tão sofrível, que estamos a 0,0641 do 2º pior município do Estado e a 0,2142 do melhor e ainda temos um paradigma no crescimento, detalhado no anuário Finanças dos Municípios Paulistas: uma baixa taxa de investimento na composição da despesa, apenas 10,7% enquanto o gasto com pessoal é muito alto, 49,4%.
O caminho da mudança é longo. Vamos ver quem tem folego e coragem para com uma política de Estado e não de Governo, obter um resultado favorável para todos.
* Fernando Papa, 25, é diretor da ONG Projeto Semente - www.projetosemente.org.br - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. |
| Última atualização em Sáb, 07 de Janeiro de 2012 10:03 |













