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| Uma coluna no caminho do cego |
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| Escrito por Papa |
| Qui, 29 de Setembro de 2011 16:41 |
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Piso leva cego até parede e pilastra em estação de trem
Na estação Engenheiro Cardoso, por exemplo, um dos trajetos sinalizados esbarra em uma coluna. Em outro local, o piso termina de repente, sem apontar nenhuma direção. Na Itapevi, quem desce pelo elevador na plataforma 2 (com direção à estação Julio Prestes) e segue o piso tátil para a direita pode bater na parede de uma sala. Já a sinalização para esquerda acaba em um corrimão embaixo de uma escada. O Agora mostrou as fotos das estações ao engenheiro Frederico Vebig, coordenador do grupo de trabalho de Sinalização da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Segundo Viebig, na maior parte dos casos falta o piso de alerta, diferente do direcional, que indica ao deficiente visual que há algum obstáculo à frente. "O deficiente não deve andar por cima do piso tátil, a sinalização serve como guia para ser lida pela bengala. Em alguns casos destas estações, ele pode bater de frente com uma coluna ou parede e se machucar", alerta o engenheiro. Para Eliana Cunha Lima, gerente de serviços especializados da Fundação Dorina Nowill, a cidade está cheia de armadilhas para deficientes e idosos. "É importante fazer as adequações com qualidade, e não só pela preocupação em cumprir leis. Se o deficiente visual confiar naquela sinalização, pode, por exemplo, ir com rapidez e acabar se machucando", afirma. Fernando Papa, 25 anos, diretor da ONG Projeto Semente, percebeu os problemas na linha que vai para Itapevi. "Fotografei todas as irregularidades e, durante uma visita do governador à região, em junho, apresentei os problemas de acessibilidade nas estações", disse. Ele afirma que participou de reuniões com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos e responsáveis pela CPTM, mas até agora não viu solução para o problema.
A CPTM informa que a barra de ferro é um corrimão direcional que indica que a pessoa pode seguir para a esquerda ou para a direita. Nem o corrimão nem o pilar, afirma a empresa, diminui a segurança. A companhia diz que irá reforçar a sinalização e corrigir uma falha no piso que leva o deficiente até uma sala em Engenheiro Cardoso. As obras entre Itapevi e Amador Bueno devem terminar em 2012.
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| Última atualização em Qui, 29 de Setembro de 2011 17:09 |



















